Editado por Harlequin Ibérica.
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© 2020 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.
O italiano implacável, n.º 106 - outubro 2020
Título original: The Italian’s Ruthless Seduction
Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd
Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial.
Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.
Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.
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I.S.B.N.: 978-84-1348-992-6
Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.
Sergio pensou que devia estar mais contente. Fechou a torneira do duche, saiu e pegou numa toalha luxuosa. Naquele dia, tornara-se multimilionário e os seus dois melhores amigos também. Se isso não o alegrava, o que o faria?
Franziu o sobrolho e limpou-se com força. Porque não estava mais contente? Porque não estava apaixonado pelos quatro bilhões e seiscentos milhões que lhes tinham dado pela franquia da Wild Over Wine? Porque se sentia vazio depois de ter assinado o contrato?
As pessoas diziam que o mais gratificante era o caminho, não o destino, recordou-se, encolhendo os ombros. A verdade indiscutível era que os três integrantes do Clube dos Solteiros tinham chegado ao destino. Bom… quase. Nenhum dos três fizera trinta e cinco anos, embora fizessem em breve. Faltavam duas semanas para o seu aniversário.
Sorriu com ironia ao recordar a noite em que tinham criado o Clube dos Solteiros. Eram muito jovens, tinham-se sentido plenamente maduros e, com vinte e três anos, achavam-se mais adultos do que a maioria dos alunos do seu curso em Oxford. Sentiam-se seguros de si próprios, todos eram muito bonitos, muito inteligentes e muito ambiciosos.
Pelo menos, Alex e ele tinham sido ambiciosos. Jeremy, que já tinha ganhos privados, deixara-se levar.
Fora numa sexta-feira à noite, vários meses depois de se conhecerem, no quarto de Jeremy, naturalmente. O seu quarto era maior e melhor do que o que Alex e ele partilhavam. Estavam mais do que embriagados quando ele, que costumava ser filosófico quando bebia, perguntara quais eram os seus objetivos na vida.
– Certamente, não o casamento – declarara Jeremy.
Jeremy Barker-Whittle era o filho mais novo de uma dinastia de banqueiros que remontava a gerações. A família, talvez por essa riqueza desmesurada, estava cheia de divórcios, e os dois amigos já tinham percebido que Jeremy era bastante cético a respeito do casamento.
– Também não estou interessado no casamento.
Alex Katona estudava em Oxford com uma bolsa Rhodes, era de Sidney, as suas origens eram da classe trabalhadora e o seu quociente intelectual, quase o de um génio.
– Estarei demasiado ocupado a trabalhar para me casar. Tenciono ser multimilionário antes de fazer os trinta e cinco anos – indicou Alex.
– Eu também – concordara Sergio.
Embora Sergio fosse herdeiro da empresa Morelli, com sede em Milão, sabia que essa empresa familiar não tinha tanto sucesso como antes. Pensava que seria preferível não a herdar. Se queria triunfar na vida, teria de o fazer pelos seus próprios meios e isso também significava não se casar.
Assim nascera o Clube dos Solteiros e as regras tinham sido decididas numa noite muito… animada.
A primeira regra, algo sentimental e otimista para três homens de vinte e poucos anos, era que seriam amigos para sempre. Nesse momento, estavam muito bêbados, tinham bebido algumas garrafas da provisão interminável de vinho francês maravilhoso que Jeremy tinha. No entanto e surpreendentemente, continuavam a ser amigos íntimos dez anos depois, apesar de terem feito negócios juntos. Sergio não discutia porque a amizade funcionara, mas agradecia. Não conseguia imaginar que alguma coisa conseguisse quebrar o laço que os unia.
Sergio, no entanto, rira-se da segunda regra, de viverem a vida ao máximo.
Isso significava que iriam para a cama com qualquer rapariga atraente que olhasse para eles de esguelha e os três tinham-no feito enquanto estavam em Oxford. No entanto, quando se licenciaram e passaram para a vida real, tornaram-se mais seletivos. Pelo menos, Sergio preferia as mulheres que ofereciam mais do que os seus corpos. Mulheres com profissões, classe e conversa. Mulheres que, algumas vezes, eram mais velhas do que ele, ao contrário das de Alex, que pareciam ser mais jovens à medida que ele envelhecia.
– As jovens não se queixam, não criticam e não se colam como lapas, como as mais velhas – dissera a Sergio, um dia. – Também não querem que me case com elas.
Alex odiava o casamento, mas não por princípio, por si só. Ele, ao contrário de Jeremy, não era cético, pois os pais e irmãos tinham desfrutado de casamentos felizes. Quanto a Jeremy, transformara-se num playboy consumado e as… amigas entravam e saíam a uma velocidade vertiginosa. Ninguém se fartava mais depressa de uma rapariga do que Jeremy, mas havia sempre outra disposta a ocupar o lugar da anterior. A fortuna, a beleza e o encanto de Jeremy conseguiam fazer com que as mulheres caíssem rendidas aos seus pés. Naturalmente, também se apaixonavam por ele, um sentimento que nunca era correspondido. Jeremy não se apaixonava e deixava um carreiro de corações partidos por toda a Grã-Bretanha e metade da Europa. Sergio censurava-o, mas Jeremy encolhia os ombros e dizia que ele não tinha a culpa de ser caprichoso, que era um defeito genético. O pai estava no terceiro casamento e a mãe, no quarto… ou era no quinto?
Por tudo isso, Alex e Jeremy não se tinham incomodado com a terceira regra, que os sócios do Clube de Solteiros não podiam casar-se antes dos trinta e cinco anos, algo que ainda parecia muito longínquo.
Mesmo assim, Sergio sempre soubera que acabaria por se casar, apesar de toda a amargura causada pelo segundo casamento do pai e o divórcio posterior. Ao fim e ao cabo, era italiano e a família era importante para ele, mas mantivera a ideia afastada enquanto trabalhava obsessivamente para conseguir o objetivo principal do Clube dos Solteiros: Ser multimilionário antes dos trinta e cinco anos.
Algo que, finalmente, conseguira naquele dia.
Outra onda de melancolia apoderou-se dele ao ter de aceitar que esse dia também assinalava o fim, para efeitos práticos, do clube. Naturalmente, os três continuariam a ser amigos, mas à distância. Em breve, voltaria para Milão para tomar conta da empresa familiar, que decaíra gravemente nesse ano, desde a morte do pai. Alex voltava no dia seguinte para a Austrália para ampliar a empresa imobiliária já próspera. E Jeremy ficaria em Londres, onde compraria uma empresa. Certamente, de publicidade.
Sabia que, naquela noite, quando contasse a Jeremy e Alex que tencionava casar-se, eles também compreenderiam que o Clube dos Solteiros tinha os dias contados. No entanto, a vida era assim, não era? Nada continuava igual e as mudanças eram inevitáveis.
Saiu da casa de banho com firmeza positiva e decidiu que pensaria no casamento como noutro objetivo.
Então, que tipo de esposa queria? Sergio questionou-se enquanto entrava no closet imenso que era a inveja de Jeremy. Passou ao lado de todos os fatos italianos impressionantes que tinha, escolheu umas calças pretas feitas à medida e vestiu-as.
Teria de ser uma mulher relativamente jovem, visto que queria ter mais do que um filho. Não podia passar dos vinte e tal anos. Também teria de ser fisicamente atraente, decidiu, enquanto vestia uma camisa branca. Não se imaginava a casar-se com uma rapariga anódina, embora também não pudesse ser impressionante. As mulheres impressionantes davam problemas aos homens.
Estava a abotoar a camisa quando o telemóvel tocou. Franziu o sobrolho e voltou ao quarto para ir buscar o telemóvel à cama, onde o deixara. Muito poucas pessoas tinham o seu número privado. Alex, Jeremy e, naturalmente, Cynthia. Mudava o número todos os anos e gostava da privacidade que isso lhe dava. Devia ser Jeremy ou Alex para lhe dizer que iam atrasar-se, como de costume. Não podia ser Cynthia porque tinham acabado há um mês e ela já sabia que não iam reconciliar-se.
Arqueou as sobrancelhas quando pegou no telemóvel e viu que era uma chamada anónima. Fez uma careta devido à possibilidade de terem pirateado o seu número privado. Já acontecera algumas vezes.
– Quem é? – perguntou, com raiva.
Fez-se um silêncio breve antes de ouvir a voz hesitante de uma mulher.
– Sou… Sou a Bella…
O choque foi tal que o deixou com falta de ar e sem voz.
– Sergio… – continuou ela. – És tu, não és?
– Sim, Bella, sou eu.
Sergio maravilhou-se por ter conseguido parecer normal, porque não se sentia assim. O coração acelerava e parara de pensar de forma coerente. Era Bella, a incrivelmente bonita Bella, que fora como uma irmã e torturadora.
– Disseste que… se alguma vez precisasse da tua ajuda… podia ligar-te. Deste-me o teu número no funeral do teu pai… Não te lembras?
– Lembro-me – reconheceu ele.
– Vou ter de te ligar depois – replicou ela, antes de desligar a chamada.
На этой странице вы можете прочитать онлайн книгу «O italiano implacável», автора Miranda Lee. Данная книга относится к жанрам: «Эротические романы», «Короткие любовные романы».. Книга «O italiano implacável» была издана в 2021 году. Приятного чтения!
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