Editado por Harlequin Ibérica.
Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.
Núñez de Balboa, 56
28001 Madrid
© 2018 Lynne Graham
© 2021 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.
Desejo e chantagem, n.º 1870 - outubro 2021
Título original: The Greek’s Blackmailed Mistress
Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.
Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial.
Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.
Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.
® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.
® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença.
As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.
Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited.
Todos os direitos estão reservados.
I.S.B.N.: 978-84-1105-050-0
Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.
– Não, não podes expulsar-me. Sou demasiado bonita para ser expulsa – disse Fabiana, olhando para Xan, com incredulidade. – Ou não entendi bem? Sabes que não domino a tua língua e que…
– Entendeste perfeitamente – replicou Xan. – Disse-te que só podias ficar dois meses e já passaram. Mas não te preocupes com as tuas coisas. Os homens da mudança chegarão dentro de uma hora.
Fabiana virou-se para um espelho, olhou-se com aprovação e, depois de arranjar o cabelo lindo de caracóis escuros, disse:
– Não consigo acreditar que já não me desejas.
Xan perdeu a paciência. Como era possível que tivesse escolhido uma mulher tão incrivelmente vaidosa?
– Não te desejo.
– E para onde vou?
Fabiana fixou os olhos nele, consciente de que não encontraria alguém tão interessante. De cabelo preto, corpo perfeito e um metro e noventa de altura, o grego Xan Ziakis tinha um rosto quase tão devastadoramente atraente como a sua conta bancária, que era a de um mago das finanças.
– Para um hotel – respondeu ele. – Reservei-te uma suíte.
Xan não se sentia incomodado com a situação. Fabiana sempre soubera que mudava de amante de dois em dois meses e, por outro lado, ganhara benefícios grandes com a sua associação com ele. Até mais do que merecia, tendo em conta que só tinham ido para a cama algumas vezes.
Esse detalhe impulsionou-o a questionar os seus motivos. Teoricamente, procurava a companhia de mulheres como Fabiana para satisfazer a sua libido, mas, embora só tivesse trinta anos, fartava-se depressa delas. O seu trabalho interessava-lhe mais do que o sexo e ainda não estava pronto para ceder às pressões insistentes da mãe, empenhada em fazer com que encontrasse uma namorada e se casasse de uma vez.
Além disso, não queria repetir os erros do pai. Helios casara-se demasiado jovem e os seus cinco casamentos tinham deixado três coisas a Xan: Um grupo custoso e problemático de meios-irmãos, a determinação férrea de continuar solteiro até aos quarenta anos e a intenção não menos férrea de ir para a cama com todas as gatas selvagens que se atravessassem no seu caminho.
No entanto, nem Fabiana nem as suas muitas predecessoras tinham alguma coisa em comum com os gatos selvagens. Eram modelos ou atrizes que conheciam a sua situação económica e adoravam conceder os seus favores em troca da generosidade dele.
Ao pensar nisso, Xan pensou que parecia bastante sórdido, mas, sórdido ou não, era o acordo mais adequado para ele. Assim, cobria as suas necessidades mais básicas e poupava os perigos do amor, que conhecia muito bem porque lhe tinham partido o coração com vinte e um anos, quando ainda era jovem e idealista. E aprendera a lição.
Quatro anos depois, transformara-se num multimilionário que comprava e vendia empresas na cidade de Londres de forma habitual. O seu bom trabalho abafara o buraco gigantesco que o pai imprudente causara na fortuna dos Ziakis e, depois de resolver esse problema, dedicara-se a organizar a sua vida sexual como organizava tudo o resto, porque não suportava a desordem.
Queria que a sua vida fosse sossegada, até rotineira. Não acabaria no caos de problemas matrimoniais e divórcios custosos que dizimara o património de Helios. Era mais forte e mais inteligente do que o pai. De facto, era mais inteligente do que a imensa maioria das pessoas que conhecia e só corria riscos no campo profissional, onde confiava plenamente no seu instinto.
Ainda estava a gabar-se da sua inteligência quando o som do telemóvel o afastou dos seus pensamentos. Era o seu chefe de segurança, o que o perturbou, porque Dmitri não teria ligado sem ter um bom motivo.
Ao fim de uns segundos, estava tão zangado que se foi embora dali sem se despedir da bonita Fabiana. Alguém se atrevera a roubar um dos seus pertences mais adorados. Alguém violara o santuário das suas águas-furtadas, um lugar tão importante para ele que nem as próprias amantes o conheciam.
– Suspeito que tenha sido a empregada – informou Dmitri.
– A empregada? – replicou Xan, atónito.
– Ou o filho. Deixou-o entrar no apartamento, embora saiba que é contra as regras – respondeu Dmitri. – O que preferes que faça? Chamo a polícia? Ou resolvo o assunto de forma discreta?
Xan pensou que não havia castigo suficiente para o crime que tinham cometido. Não tinham roubado um objeto qualquer, mas o pequeno vaso de jade que decorava o vestíbulo das águas-furtadas, uma peça da China imperial, que lhe custara uma verdadeira fortuna.
– Chama a polícia! – bramou, fora de si. – Quero que todo o peso da lei caia sobre eles!
No dia seguinte, Daniel atirou-se para os braços de Elvi e começou a chorar.
– Lamento muito! – disse o adolescente à irmã. – Este pesadelo é culpa minha!
Elvi pôs-lhe as mãos na cara e fixou o olhar nos olhos verdes angustiados.
– Acalma-te. Vou fazer-te um chá e…
– Não quero chá! – interrompeu-a Daniel. – Quero ir à esquadra e dizer que fui eu, não a mamã!
– De maneira nenhuma – replicou Elvi, impondo-se ao irmão. – A mãe aceitou a culpa por uma boa razão.
– Sim, claro, a maldita faculdade de Medicina! Mas isso não importa, Elvi.
Elvi abanou a cabeça. Daniel queria seguir os passos do seu falecido pai. Queria ser médico desde que era uma criança. Esforçara-se tanto que conseguira uma bolsa em Oxford por causa dos seus resultados académicos excelentes. E, se o condenassem por roubo, a sua carreira ficaria acabada antes de começar.
Isso era tão evidente como o facto de a mãe ter mentido para o proteger. Mas como era possível que o irmão tivesse roubado alguma coisa? Parecia-lhe tão absurdo que não conseguia acreditar.
Decidida a encontrar respostas, sentou-se na cama de Daniel e observou-o. Não se pareciam nada. Eram filhos de mães diferentes, porque a de Elvi falecera pouco depois de dar à luz e o pai voltara a casar-se, o que explicava as suas diferenças notáveis: Ele, era um jovem alto, moreno e magro de dezoito anos e ela, uma loira baixa e exuberante de olhos azuis. A nova esposa do pai, Sally, adotara Elvi legalmente quando era pequena e tomara conta dela.
– Conta-me o que aconteceu. Preciso de saber.
– Não há muito para contar – disse ele. – Pediu-me para ir buscá-la para a levar à reunião dos Alcoólicos Anónimos, mas cheguei mais cedo.
Elvi suspirou. Sally Cartwright estava há três anos sem beber, mas o alcoolismo era uma doença muito grave e Daniel e ela certificavam-se de que assistia às reuniões para que não sofresse uma recaída.
– E? – insistiu Elvi.
– Estava a acabar de limpar, portanto, disse-me para me sentar no vestíbulo e não tocar em nada. Como se fosse um menino pequeno! – protestou o adolescente. – Incomodou-me tanto que fiz o contrário do que me tinha pedido.
– Tocaste no quê, Daniel?
– Num vaso de jade, uma daquelas coisas que só se veem nos museus. Era tão bonito que agarrei nele e o levei até à janela para o ver à luz.
– E o que aconteceu depois? – perguntou ela, cada vez mais preocupada.
– Bateram à porta e a mãe aproximou-se para a abrir – explicou, incomodado. – Como não queria que me visse com o vaso, escondi-o depressa. Mas não tive tempo para o devolver, porque o homem que bateu à porta era um empregado do senhor Ziakis que se zangou ao ver-me e ordenou que me fosse embora e esperasse pela mãe na rua.
– Oh, meu Deus! Devias ter-lho dado! Transformaste-te num ladrão assim que te foste embora com o vaso!
– Achas que não sei? – perguntou o rapaz, com tristeza. – Mas o medo venceu, de modo que o levei para casa e o guardei numa gaveta. Tencionava contar à mãe, para que o devolvesse no dia seguinte. Quem ia imaginar que descobririam a sua ausência nessa mesma noite e que denunciariam o roubo?
Elvi pensou que Daniel se comportara como um verdadeiro idiota, mas não deu a sua opinião porque era óbvio que ele também pensava assim.
– Quando é que a polícia veio?
– Esta manhã. Chegaram com um mandato e, é claro, encontraram o vaso. A mãe pediu-me para ir ao quarto dela buscar a mala e, enquanto eu tentava encontrá-la, confessou que era culpada. Já a tinham algemado quando voltei – explicou Daniel, visivelmente entusiasmado. – Precisamos de um advogado com urgência.
Elvi tentou encontrar uma solução, mas não lhe ocorreu nenhuma. Conhecia demasiado bem o patrão da mãe, um homem tão rico como obsessivo. Tinha armários diferentes para cada tipo de roupa e uma mesa em que ninguém podia tocar. Ordenava os seus livros por ordem alfabética e exigia que lhe mudassem os lençóis todos os dias.
A sua obsessão chegava a tal extremo que redigira uma lista onde se especificava detalhadamente o que Sally podia ou não fazer. E o facto de esse mesmo homem parecer saído de uma revista de supermodelos masculinos não mudava as coisas. No máximo, tornava-as mais injustas.
На этой странице вы можете прочитать онлайн книгу «Desejo e chantagem», автора Lynne Graham. Данная книга относится к жанрам: «Эротические романы», «Короткие любовные романы».. Книга «Desejo e chantagem» была издана в 2021 году. Приятного чтения!
О проекте
О подписке
Другие проекты