Читать книгу «O segredo da donzela» онлайн полностью📖 — Эбби Грин — MyBook.


Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 2020 Abby Green

© 2022 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

O segredo da donzela, n.º 122 - abril 2022

Título original: The Maid’s Best Kept Secret

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial.

Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença.

As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited.

Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-1105-466-9

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Créditos

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Capítulo 10

Capítulo 11

Se gostou deste livro…

Capítulo 1

Margaret Taggart sentia-se inquieta. Acabara de lavar os pratos no lava-loiça e olhou para a cozinha enorme e reluzente, na cave de uma casa ainda maior. Para ser exata, uma casa de campo linda e antiga numa propriedade de quatro hectares a uma hora de carro de Dublin.

Tinha uns jardins impecáveis por trás e uma horta murada ao lado da cozinha. Um lago pequeno e um bosque. Também tinha uns estábulos, mas estavam vazios. Aparentemente, o dono, um magnata multimilionário, comprara a casa como um capricho quando teve um interesse fugaz em investir em cavalos de corridas e essa zona da Irlanda era famosa por eles.

No entanto, não comprara nenhum cavalo e também não visitara a casa, que continuava vazia, intacta e luxuosamente decorada, segundo as suas instruções. Nem sequer contratara a empregada doméstica, isso fora feito por um dos seus assistentes.

Essa empregada doméstica fora a mãe de Maggie, que tivera muito medo de perder o emprego quando ficara doente. Por isso, deixara o seu próprio emprego como ajudante do chefe num restaurante de Dublin e fora para lá para cuidar dela. Deixar o restaurante não fora um sacrifício graças ao chefe, que incomodava todas as empregadas.

Então, de repente, a mãe morrera e, quando informara os escritórios do dono, tinham-lhe perguntado se queria tomar conta da casa até encontrarem alguém fixo.

Sentira-se emocionada… desconsolada… e dera por si a aceitar, contente com a ideia de ter um sítio tranquilo onde pudesse lamber as feridas e aliviar a dor.

Isso fora há três meses, três meses que tinham passado numa neblina de tristeza e, nesse momento, estava a sair dessa fase de angústia.

Começava a ter vontade de fazer alguma coisa que não se limitasse apenas a cuidar da casa.

A impressão que tinha do dono, um homem que lhe interessava tão pouco que não se incomodara em procurá-lo na Internet, era a de alguém tremendamente presunçoso, alguém que comprara uma casa de campo luxuosa e que nem sequer fora vê-la, um desses homens ricos e poderosos com mais dinheiro do que sensatez.

Fora o que a mãe lhe dissera e conhecia muito bem os homens ricos e poderosos porque o pai de Maggie era um deles. Era um empresário escocês rico do setor imobiliário que tivera uma aventura com a mãe de Maggie. Quando ficara grávida, recusara-se a reconhecê-la. Tivera medo de que a mãe de Maggie e a filha ilegítima pusessem as mãos na sua fortuna imensa.

Não lhe oferecera apoio nem compromisso, só a ameaçara e intimidara. A mãe era demasiado orgulhosa, sentira-se demasiado despeitada para pedir ajuda e tinham saído da Escócia. Tinham acabado na Irlanda, onde o trabalho da mãe como empregada doméstica as levara de um lado para o outro e nunca ficaram muito tempo no mesmo sítio.

Dizer que tinha um conceito muito baixo dos homens ricos e da sua forma de agir era dizer muito pouco. Suspirou. No entanto, um homem rico pagava-lhe muito bem para tomar conta de uma casa vazia e não podia queixar-se.

Então, essa tranquilidade que tanto desejara viu-se bruscamente alterada por um barulho. Estavam a bater à porta principal? Era tão estranho ouvir um barulho assim naquela casa que quase não o reconheceu.

Subiu a correr e chegou ao vestíbulo quando a aldraba voltou a cair na porta.

– Calma, um instante…

Acendeu a luz do exterior, abriu a porta… e ficou com falta de ar.

Um homem alto e moreno ocupava a porta com uma mão levantada como se fosse bater outra vez. Tinha o outro braço levantado e apoiado na ombreira. O céu do fim do verão já tinha um tom ligeiramente arroxeado e fazia com que aquele homem, à contraluz, parecesse ainda mais sombrio.

Continuava sem conseguir respirar. Usava um smoking preto e era o homem mais impressionante que alguma vez vira. Tinha o cabelo encaracolado e umas sobrancelhas escuras num rosto cinzelado em pedra com umas maçãs do rosto maravilhosas. Os olhos também eram escuros, mas não castanhos, dourados. Era moreno de pele e uma barba incipiente cobria-lhe as faces. A sua estatura e a largura das suas costas eram imponentes… e despertava um formigueiro por dentro.

Sentiu-o numa milésima de segundo e foi uma reação biológica muito elementar a tanta virilidade.

O laço preto pendia do colarinho da camisa com um botão aberto. Aqueles olhos escuros observaram-na com descaramento e arrogância.

Então, apercebeu-se de que tinha o cabelo apanhado num coque malfeito e usava calções e uma t-shirt sem mangas, o que costumava usar quando limpava a casa.

– É a mansão Kildare? – perguntou ele, com um sotaque estrangeiro leve.

Tinha uma voz grave e rouca e sentiu umas palpitações inoportunas entre as pernas.

– Sim, efetivamente…

O homem endireitou-se e parou de se apoiar na porta. Parecia ligeiramente embriagado, mas os seus olhos observavam-na com demasiada firmeza para que estivesse bêbado. Parecia um descuido profundo.

Virou-se e ela pôde ver o táxi que o esperava ao fundo da escada. O homem dirigiu-se ao motorista.

– É aqui, obrigado.

Maggie ficou pasmada enquanto o motorista se despedia com a mão, entrava outra vez no táxi e se afastava pelo caminho da entrada.

– Desculpe, mas quem é? – perguntou ela.

O homem virou-se e observou-a.

– Sou o dono desta casa, o Nikos Marchetti. Acho que seria melhor perguntar-lhe quem é. Vi uma fotografia da empregada doméstica e não se parece nada consigo.

Nikos Marchetti… Imaginara-o como um homem de meia-idade, com barriga e presunçoso. Aquele homem, no entanto, parecia um guerreiro espartano com um fato moderno.

Os seus olhos estudavam-na outra vez, algo que devia tê-la ofendido.

Nikos Marchetti não se parecia com o que esperara, nem fisicamente nem na sua forma de se comportar.

– Sou a Maggie Taggart, a filha da Edith. A minha mãe morreu há três meses e um empregado seu pediu-me para ficar até contratarem outra empregada doméstica, algo que, evidentemente, desconhecia.

Olhou para ela sem se alterar.

– Certamente, não me informaram. Os meus empregados têm instruções para não me incomodarem, a não ser que seja algo muito urgente, e está claro que decidiram que podia levar o emprego a cabo. No entanto, lamento a sua perda. Agora, acha que poderia entrar em minha casa?

A sua despreocupação ao dar-lhe as condolências pela morte da sua mãe, um dos acontecimentos mais traumáticos da sua vida, fez com que se mantivesse firme.

– Como sei que é quem diz ser?

Nikos Marchetti olhou para ela e percebeu que a surpresa e a confusão se apoderavam dele, para além de algo muito mais potente, a excitação mais instantânea que alguma vez sentira.

Acabara de chegar de um evento de etiqueta no palácio de Dublin. Saíra de uma sala cheia de algumas das mulheres mais bonitas do mundo e nenhuma o atraíra como aquele… duendezinho tão fogoso.

Embora fosse demasiado alta para ser um duendezinho. Também era forte e fibrosa. A t-shirt que usava realçava os seus seios abundantes e tinha umas ancas largas e umas pernas muito brancas e intermináveis. Era como uma rainha viquingue e o cérebro estava a derreter-se só de a ver.

Certamente, era por isso que continuava ali parado. Normalmente, não teria permitido semelhante rabugice.

No entanto, não era apenas o seu corpo. Tinha o cabelo ruivo apanhado num coque, umas maçãs do rosto proeminentes, um queixo firme e um nariz reto. Uns olhos azuis imensos e uma boca ampla com lábios carnudos. Também tinha os braços cruzados e impedia-o de entrar na sua própria casa.

– Nunca veio cá, pois não?

– Não sabia que tinha de a manter a par do que faço – replicou ele –, mas não, não tinha vindo.

– Porque veio esta noite? Não me tinham avisado de que viria.

– Dado que é a minha casa e devia estar em perfeito estado para que possa vir quando quiser, não me pareceu necessário avisá-la.

– É tarde… Podia estar deitada.

Nikos não pôde evitar imaginá-la nua na cama, com o cabelo espalhado à volta dela e desejosa de que explorasse o seu corpo sensual. Sentiu que o sangue se acumulava na ereção incipiente… algo que costumava controlar muito melhor.

– A sério? – perguntou ele, com indignação. – Está a impedir-me de entrar?

– Sim, até me mostrar alguma identificação. Se for quem diz ser, compreenderá e agradecerá que não permita que um desconhecido entre em sua casa.

Nikos quis resmungar. Obedeciam-lhe sempre imediatamente, embora ela tivesse razão. Além disso, também era novidade que não o conhecesse, mas tornava-a mais atraente. Normalmente, perseguiam-no por ser quem era, o herdeiro de uma fortuna mais do que considerável.

No entanto, não queria pensar nisso nesse momento, pois só lhe recordaria a sensação de claustrofobia e tédio que o levara lá, embora quase se tivesse esquecido das suas posses na Irlanda.

Rebuscou no bolso enquanto murmurava que não conseguia acreditar no que fazia. Pegou no passaporte e entregou-o à empregada doméstica.

– Quantos anos tem? – perguntou ele, antes de conseguir morder a língua.

– Vinte e três. – Parou de olhar para o passaporte. – É um passaporte grego. Achava que era italiano.

– Sou meio grego e meio italiano, mas, desta vez, decidi adotar a minha parte grega. – Recuperou o passaporte. – Mais alguma pergunta ou já posso entrar em minha casa?

Maggie não conseguia acreditar que estava a ser tão conflituosa com o dono da casa… porque era o dono da casa. Era Nikos Marchetti.

Tentou recordar a pouca informação sobre ele que a mãe lhe dera. Era o herdeiro de uma fortuna enorme, o Grupo Marchetti. Era o maior grupo de marcas de luxo do mundo. Também tinham imensas propriedades imobiliárias: hotéis, clubes noturnos e quarteirões de prédios em sítios como Nova Iorque.

Recuou e afastou-se para o deixar entrar.

– Entre, senhor Marchetti. É um prazer recebê-lo na mansão Kildare.

Ele soprou com raiva enquanto entrava e deixava uma mala de viagem numa cadeira. Era mais impressionante e ainda maior à luz do vestíbulo. Olhou à volta e foi a uma das salas.

Ela continuava atordoada com o seu cheiro. Não tinha nada de artificial ou era tão caro que não cheirava a sintético, cheirava a almíscar, a madeira, a essência de homem…

Fechou a porta da entrada e foi até à porta da sala. Viu que deixara o casaco nas costas de uma poltrona e que estava a servir-se de um copo de uísque.

– Quer que lhe mostre a casa? – perguntou Maggie, tentando parecer profissional e despreocupada quando sentia exatamente o contrário.

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